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Renée Pereira – O Estado de S. Paulo
“Na década de 70, fomos válvula de escape para reforma agrária. Agora vamos ser para o esgotamento da logística? Não queremos ser apenas um corredor de passagem. Queremos que tenha projetos que agreguem valor aqui” diz Jatene.
Usinas, portos e minas geram riquezas, mas podem provocar
desequilíbrios
A riqueza mineral e o potencial da bacia hidrográfica fizeram
da Amazônia um novo foco de investimentos do Brasil. Até 2022, o volume de
obras anunciadas na região soma mais de 130 bilhões, entre projetos de
mineração, hidrelétricas e terminais portuários. Muito ainda deve vir pela
frente, já que há vários estudos em andamento. O problema será contornar os
impactos ambientais que boa parte dos projetos trarão para região.
A NOVA OCUPAÇÃO DA AMAZÔNIA
Os empreendimentos irão ajudar a turbinar a economia do
norte. Estudos da consultoria Tendências mostra que, entre 2015 e 2018, os
Estados da região vão crescer 3,8% ao ano – acima da média nacional de 2,9%.
A renda familiar deverá seguir o mesmo ritmo e subir mais
que o resto do país: 3,8% ante 3,0%. Consequentemente a população aumentará
1,35% ao ano no período (no sul e sudeste a taxa fica em 0,7%).
Pelas ultimas previsões feitas pelo IBGE, no ano passado, o
Norte alcançou 17 milhões de habitantes. Até 2018 serão 18,2 milhões. Nesse
período a taxa de desemprego terá ligeira queda, dos atuais 6,6% para 6,4%.
Com o esgotamento dos potenciais hidrelétricos e o estrangulamento
do sistema portuário das Regiões Sul e Sudeste, a solução tem sido erguer
usinas e portos no Norte. O movimento começou com as usinas do Rio Madeira e
Belo Monte e deve seguir com outros 13 mil megawatts (MW) nos próximos dez
anos.
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ASCOM PMI
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